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LEMA DO BOMBEIRO

Quem compra um cravo, quem compra?

Alerta bombeiro, alerta!

Quem lhe dá o seu valor

Vinde a este fogo acudir!

O cravo que tu compras-te

Vai alto o cheiro dos cravos!

É paga de muito amor

As labaredas a rir!

 

 

O sacrifício dá vida

Portugal da Beira-Mar

Como os cravos dão cheiro

Quem me dera a mim saber

Por isto os cravos estão

Porque é que tens tanta flor

Na nossa festa do bombeiro!

E tão bonita mulher...

 

 

Bendito seja o Senhor

Bombeiro porque não tens

Que dá remédio para o mal:

Mais amor à tua vida?

Para os fogos os bombeiros,

Salvando alguém e morrendo

P’rás tristezas... Portugal!!!

Hei-de eu julga-la perdida?!

 

 

Filha abre os olhos

Já sei que amar é tortura

Que os bombeiros vão passar

Quem me dera a mim amar?!

Quando a gente é pequenina

Os cravos amam as rosas

É que se aprende a rezar

Sem as fazerem murchar...

 

 

O peixe vive na água

Senhora do Livramento

E o cravo no canteiro.

Livrai o nosso bombeiro!

Se eu tiver um filho querido

Dai-lhe vida, dai-lhe alento,

Hei-de fazê-lo bombeiro...

E pelos cravos...dinheiro...

 

 

Senhora de Livramento

Compre um cravo, tão bonito

Livrai o meu namorado

Nas outras terras não há.

Que é bombeiro e foi salvar

A sua cor é um grito

A vida de um descuidado

Que vibra bem alto – dá!

 

 

Amor com amor se paga

Não sejas amor tão piegas

- Lá diz o velho rifão

Não te assustes c’o rumor!

O cheiro dos cravos é bússula

Um cravo quando se corta

Encontra sempre os que dão!

Grita porque tem dor?

 

 

O cravo que tu me deste

Mas jás e o cravo soubesse

Trago-o sempre no meu peito

P’ra que a mão o colheu

Ando com ele de dia

Ria e não choraria

E levo-o quando me deito.

- O destino é negro véu!

 

 

Porque os cravos vermelhos

“Estrada lida d’infante

Só andam de mão em mão?

Ai meu berço d’inocente

Porque os cravos são pedaços

Que dá cravos tão famosos

Da vida, do coração!

E um bombeiro tão valente!

 

 

“Vai alta a lua, vai alta,

Tenho pena dos filinhos

Mais alto vai o luar”

Quero-te muito mulher

O craveiro da janela

Mas quando vou para o fogo

É que ouve o teu falar.

Que me importa a mim morrer?

 

 

Filinha ñ tenhas medo

A sirene já tocou,

Que o fogo ñao chega cá,

Alerta, bombeiro, Alerta!

Velam por nós bombeiros

A cor dos cravos é um dom

E como estes não os há!

Que a própria vida desperta!

 

 

Se eu morrer por salvar outro

Se os bombeiros são a vida

Eu não te deixo a ti só,

De tanta gente que p’riga,

São teus irmãos os bombeiros

Que sejam eles também

Que não me esquecem no pó.

Os que a nossa alma bendiga!

 

 

Um cravo porque não compras?

Bombeiros da Covilhã

Se este cravo é quase vida?!

Sois bons, tendes valor...

A gota de água cai

Apagais fogos nas casas

Repara, nunca está perdida!

E nas almas muita dor!

 

 

“Esta são dois dias”

A remar contra a maré...

Não vale a pena chorar

Porque não há-de ser meu bem?

A cor dos cravos é vida

Nunca a vitória sem luta

Quem a deseja comprar?

Deu os louros a ninguém.

 

 

“Calças brancas em Janeiro”

Se não há ninguém no mundo

Que significam? Diz lá.

Que me tem algum amor

Os cravos em Julho ardente

Porque não hão-de ser os cravos

São orgulho para quem dá!

Duma paixão o penhor?!

 

 

Os cravos que tu me deste

Tenho os eu tão bem guardados

Que quem os procura, encontra

De sangue os cravos manchados!

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